++ Niagara Fools ++

A VIDA COMO ELA É…

QUEM PRECISA DE POLÍCIA?!

Estou de luto.
Luto por um menino que completaria quatro anos em pouco mais de vinte dias e que foi morto por aqueles que têm a obrigação de nos proteger.

Quem precisa de polícia, quando é ela que mata, agride, humilha e cobra um “extra” para “fazer um favor” a você? Quem precisa da polícia que pára seu carro à noite por um motivo “nobre”qualquer e só o libera depois que receber “o da cerveja”? Quem precisa da polícia que atira primeiro, não importa para onde, sempre dizendo que foi “troca de tiro”? Quem precisa da polícia que mata crianças depois de ver uma mãe desesperada jogar uma pequena mochila pela janela pedindo pro filho se deitar no chão?
Quem precisa de polícia?

Quem precisa ouvir as 10 da manhã, no intervalo para o café ou a caminho do ônibus, que a Polícia deu três tiros em uma perigosa criança de três anos que vinha de uma festinha de aniversário com seu irmão caçula e sua mãe?
Ou ainda um pedido de desculpas, tão corriqueiro e sem sentido, de um Secretário de Segurança que vive mais tempo às voltas com a Imprensa e tomando café com vidro moído que fazendo o que há muitos anos é necessário: LIMPAR A POLÍCIA CARIOCA!

Hoje, mais uma criança morreu vítima de tiroteio, medo, imprudência, ineficiência e principalmente, incompetência.
Era um menino lindo, que faria aniversário de 4 anos em menos de um mês. Numa festa que seus pais já deviam ter toda planejada, e bem no fundo do armário, escondido, o presente que ele tanto pedira.
Era um menino que estava indo pra casa depois de brincar com seus amigos, comer brigadeiro e pipoca em outra festa de aniversário. Que tinha tirado muitas fotos, corrido com os amigos ao redor da mesa do bolo, implicado com o irmão ainda com nove meses e levado umas broncas e um grande beijo da mãe antes de entrar no carro e colocar o cinto.
Eles estavam indo pra casa, com a mãe dirigindo com calma, fazendo planos talvez pro jantar ou pro dia seguinte das crianças.
Era uma noite normal, até que um carro preto acelerou no retrovisor e a mãe, passou para o acostamento dando passagem, provavelmente comentando como o motorista “era maluco por dirigir assim tão sem cuidado”. Ela viu as luzes da viatura policial e mais uma vez, deu passagem achando que eles estavam a procura daquele carro de poucos minutos.
Ao invés de alívio, viu armas sendo sacada e apontadas para seu carro, para seus filhos. E ela ouviu tiros. Muitos. Chorando, com medo e desespero, pegou a mochila do filho mais velho e jogou pela janela gritando que havia crianças ali. Gritando que só havia ela e suas crianças ali.
E então os tiros pararam e ela viu seu filho sangrando caído no banco. Abrindo a porta e sendo abordada pelos policiais, ela só pedia ajuda para seu filho, seu bebê tão ferido por nada.
No hospital, a notícia que, não cabia naquele dia tão divertido. Os tubos, as máquinas e a oração por um milagre. Nada mais restava a fazer.
Hoje, pela manhã foi diagnosticado a morte cerebral de um menino de três anos vítima de três tiros disparados pela polícia: um de raspão na orelha, outro na braço e um que atravessou seu crânio. Hoje à noite, seus pais deram o último beijo nele, pouco antes de desligarem os aparelhos.

Como sempre, o menino foi morto por bandidos perigosos que atiram a esmo, desejando apenas a morte e a destruição de todos os policiais da cidade. A versão da polícia é a mesma de todos os dias: troca de tiros onde não sabem de onde veio a bala que atingiu a criança. As promessas também são as mesmas de sempre: vão averiguar a fundo o caso, investigar e fazer justiça. E os culpados também tiveram o mesmo fim de sempre: fugiram a pé, subindo um morro qualquer, largando o carro para trás e não deixando rastros ou pistas.

Dor. Tristeza. Revolta. Medo.
A solidariedade de quem também perdeu um filho para a inaptidão moral. A revolta de um pai que perdeu um filho e a vida: que sempre acreditou no sistema e que hoje, recebe uma carta do Prefeito ou do Governador expressando “sinceras condolências”, ineficaz e que não vai devolver-lhe o filho. A indignação da imprensa. Os debates nas ONGs. Os atos públicos na Praia de Copacabana, na Avenida Rio Branco ou na Praça Saens Pena. As missas, as lágrimas, a raiva, o medo e a solidão de brinquedos, roupas e desenho na porta da geladeira.

Num lugar onde a polícia amedronta mais que o bandido que rouba seu carro com um 38 enferrjada noas mãos e trincado de pó e onde a incoerência de atos de homens fardados tira mais vidas que o fanatismo a um Deus, ficamos escondidos em carros blindados, apartamentos gradeados, filhos restritos ao play sempre com a presença dos pais, orações para quem quer voltar pra família no final de um dia comum e a proteção de um banheiro ou geladeira para o filho nos braços em meio ao tiroteio.

Estou de luto por um menino de três anos que adorava jogar bola.
Estou de luto por mim.

Terça-feira, Julho 8, 2008 Escrito por Camila | A Vida como Ela é | , , | 14 Comentários

Sem capa vermelha ou cuecas

Sabe os filmes de super heróis, sempre bonzinhos até a última gota de suor, ricos, bonitos, que fazem tudo certo e nunca, nunca têm defeitos? Pois esqueça tudo isso quando for assistir a “Hancock”, o novo filme de Will Smith.
Ele é alcoólatra, maltrapilho, vive de gorro e óculos escuros, fala palavrão, voa sempre desgovernado e é odiado tanto pela polícia quanto pelas pessoas. Principalmente as que ele tenta ajudar. Por quê? Hancock não faz as coisas propriamente do jeito certo. Quer um exemplo? Uma baleia está encalhada e não há mais o que fazer e se ela não for levada logo para o mar, morrerá. Hancock chega, agarra a baleia pela cauda e a arremessa no meio do mar, bem em cima do navio do Greenpeace, que afunda. E mesmo com toda a boa intenção do mundo, todos o odeiam.
Numa de suas defesas aos fracos e oprimidos, Hancock salva a vida de Ray Embrey (Jason Bateman), um relações públicas que tem síndrome de Poliana (e seu “Jogo do Contente”) e decide ajudar o herói às avessas a recuperar sua reputação como prova de seu agradecimento. Com uma teoria um tanto arriscada, Ray convence Hancock a se apresentar à polícia –que tem inúmeros mandados de prisão contra ele. Assim, longe das ruas, a criminalidade aumentaria e todos voltariam a ver o quão importante ele é para a cidade, o que aumentaria a auto-estima do nosso anti-herói consideravelmente.

...odeio muito!

...odeio muito!


O filme passa da comédia a sátira com os filmes de super heróis a um drama emocionante. Hancock não tem amigos, nenhum glamour e não se lembra de como era sua vida antes dos superpoderes. Aliás, não sabe nem como os conseguiu. Sozinho e com a mulher de seu “anjo da guarda”, Mary (Charlize Theron), detestando essa nova amizade, ele mergulha em seus dramas pessoais.
“Hancock” aposta num filão já há muito conhecido dos leitores de quadrinhos heróis complexados, com atitudes questionáveis e muitos, muitos problemas. Sem largar a comédia e apostando no talento inegável de Wil Smith, o filme tem todos os ingredientes para ser o filme das “férias” americano; mocinha, viradas inesperadas e o tradicional final feliz.

Por aqui, ele entrou em circuito nacional hoje e a expectativa é que ele fature pelo menos US$ 90 milhões em seu fim de semana de estréia. O que não é nada mal para um filme de anti-heróis (depois eu digo qual foi a arrecadação!).

Se quiser saber mais sobre onde está passando “Hancock” em sua cidade, clica
Fotos, fofocas, filmografia, discografia e coisas do gênero sobre Will Smith (em inglês, baby)–>

Curta com pipoca e Coca-Cola gigantes!

Sexta-Feira, Julho 4, 2008 Escrito por Camila | Cinema | , , | 1 Comentário

Atenção! Você está comentendo um crime nesse momento!

Da série “Deu na Rede”, vem mais uma tentativa de legislar o mundo virtual.

No mês passado, foi aprovado pelas comissões de Assuntos Econômicos e de Constituição e Justiça do Senado o projeto de lei sobre crimes eletrônicos que criminaliza TODO usuário de internet que baixam ou trocam arquivos, sejam eles música, textos ou vídeos, sem a expressa autorização do titular do arquivo.
No momento, o projeto está no Senado, aguardado ser agendado para votação em plenário.

E pra quem se lembra em 2006, o mesmo projeto já criou muita polêmica, quando especialistas e provedores de acesso à web reagiram contra a obrigatoriedade de identificar previamente os internautas em operações que envolvesse interatividade, como um simples envio de e-mails. Segundo os especialistas, isso apenas criaria uma burocracia, ainda não existente na rede, o que provocou a mudança no texto do projeto de lei.

Segundo o parecer em conjunto apresentado por seis advogados e professores da Escola de Direito da FGV - RJ, a criminalização teria consequência muito além da rede virtual. A redação do projeto englobaria até mesmo celulares desbloqueados.

++++++++++++++

A matéria original saiu na Folha de São Paulo e é mais uma tentativa de limitar a internet e, principalmente, controlar a pirataria na rede, já que em alguns segundos você pode encontrar qualquer coisa disponibilizada na rede, de cds a filmes e séries.

Essa lei tem algusn furos. Por exemplo, a Internet é baseada em upload/download. Ou seja, nesse exato momento, você está cometendo um crime, já que arquivos desse site foram copiados para sua máquina no momento em que você clicou no link. É só procurar em Arquivos Temporários que você vai encontrar milhares de arquivos de todos os sites que você visitou nos últimos tempos.

O segundo problema está na burocratização dos downloads. Para receber um arquivo qualquer você terá que ter uma autorização do dono. Como?! Papel, digital, com segunda via, registro em cartório, via email?! Quem vai ser responsável por averiguar se a documentação está ou não correta? Quanto tempo isso vai durar? 5 dias úteis ou 7 dias corridos?

O Brasil tenta hoje, criar barreiras para um monstro gigantesco: a Internet. Mutável, com enorme apelo pessoal, indispensável no trabalho e principalmente, adaptável a imposições e restrições. Foi assim com o Napster. Processarram, ganharam, tiraram o Napster do ar e, alguns meses depois, surgiam Kazaa, Emule, Soulseek. Hoje tem programas ainda mais elaborados e sites de ulpoad internacionais muito mais difíceis de rastrear e nos quais você pode colocar qualquer nome, qualquer email.

Bater de frente com a pirataria, embora seja necessário em alguns casos, não é o melhor meio de legislar a Internet. O ideal é sim, a adaptação de ambos os lados a uma nova realidade. Lojas virtuais como o ITunes cobram centavos por álbuns inteiros. Bandas como o Radiohead e o Coldplay lançam seus álbuns para download gratuito.

Sou praticante, sim de downloads. É hipocrisia dizer que não sou e é ofensa pessoal me convencer que você nunca fez um download sequer. Esse assunto pra mim, é pontuado pelo bom senso. E pirataria ilegal pra mim, é comprar óculos e tênis Nique no SAARA e DVD em camelô. E isso sim, deveria ser mais importante pra ser votado no Senado.

Quinta-feira, Julho 3, 2008 Escrito por Camila | A Vida como Ela é | | 2 Comentários

Monstro Invisível

O som do dia é “Monstro Invisível”, o single do novo cd homônimo dO Rappa.
Falcão ao vivo
Embora tenha o selo de qualidade RAPPA em seus 4:42, “Monstro Invisível” se parece com canções antigas e conhecidas da banda como: “Rodo Contidiano” e “Minha Alma”. E isso é ruim? Bem, se a idéia é mostrar continuidade com o cd lançado há cinco anos O Silêncio que precede o Esporro, conseguiram de primeira. Agora é esperar pelo Cd completo e ver o quanto a banda se superou (ou não).

Pra ouvir, enquanto espera.

Em tempo: alguém percebeu uma referência a Lost aqui ou fui a única?!

Terça-feira, Julho 1, 2008 Escrito por Camila | Download, Música | , | 1 Comentário

Festival (in)dependente?!

No dia 09 de maio, o jornalista Thiago Ney, escreveu seu artigo no JB sobre dia aquilo que ele chamou de Teoria da dependência.
Segue abaixo a íntegra do texto e depois, faço as minhas considerações.

O circuito de festivais brasileiros está sendo bancado por corporações ou por dinheiro público

THIAGO NEY
DA REPORTAGEM LOCAL

O MODELO de organização dos grandes shows no Brasil (particularmente o do circuito de festivais) é dependente. Dependente de eventos corporativos e dependente de dinheiro público.
Empresas de cerveja, de refrigerante, de celulares, de telefonia celular, portais de internet, enfim, empresas de todo o tipo (uma fabricante de pneus organizará um evento de jazz e world music em São Paulo, em junho…) não apenas emprestam o nome a um festival, como empurram sem parcimônia sua parafernália de marketing no ambiente do evento, criando uma concorrência com as próprias atrações artísticas.
Festivais corporativos existem no mundo inteiro. Mas, no Brasil, a ação das empresas é muito mais agressiva. Lá fora, na Escócia, há o T in the Park; na Inglaterra, o V Festival. O primeiro é bancado pela Tennents, marca de bebidas; o segundo, pela companhia Virgin. O nome das empresas é associado com discrição; os locais não são invadidos por merchandising abusivos. Bem diferente do que acontece por aqui.
Um outro efeito desse modelo de negócio é que o Brasil virou o paraíso dos cachês. Os produtores de shows buscam os mesmos artistas, e aí entram em uma espécie de leilão.
Os preços vão lá para cima e forma-se um ciclo: as bandas sabem que no Brasil paga-se cachês milionários; os únicos que podem pagar esses cachês são os festivais corporativos; assim, essas bandas só vêm ao Brasil para tocar em festivais corporativos. O Kaiser Chiefs estava em disputa. Fechou com o Planeta Terra.
Aí olhamos para o outro lado, o dos festivais “independentes”. Não dá para chamar de “independente” um circuito de festivais que depende de dinheiro público para existir. Como acontece no cinema nacional, em que os filmes são bancados por leis de incentivo e não há a menor preocupação com bilheteria, os festivais “independentes” beneficiam-se de um edital da Petrobras que goteja até R$ 250 mil na mão dos produtores de cada evento.
Uma das “contrapartidas” exigidas pela Petrobras é que esses eventos tenham como finalidade “divulgar a música brasileira” e as cenas locais. Não entendo como pode haver divulgação da música brasileira quando esses eventos escalam bandas gringas de terceiro escalão ou grupos europeus de heavy metal cuja relevância artística é quase nula. E aqui ocorre mais uma anomalia.
Bandas indies péssimas, que não tocariam nem em matinês de pubs londrinos, arranjam lugares confortáveis nesses eventos devido à “brodagem” entre produtores de festivais, músicos, blogueiros etc. Triste.

O Radiohead iniciou turnê nesta semana, em West Palm Beach, na Flórida. O Ben Ratliff, do “New York Times”, fez a crítica do show. Ela está, traduzida, no blog http://ilustradanopop.folha.blog.uol.com.br thiago@folhasp.com.br

** O que o Thiago falou não é novidade pra ninguém, embora ele tenha errado em generalizar, quando não especificou os festivais que se dizem independentes e utilizam dinheiro da Petrobrás da forma como descreveu. Colocando dessa forma, parece que TODOS os festivais são realizados graças a esse tipo de financiamento e por isso, são festivais privados, feito com bandas grandes pagas e conhecidas.
Particularmente, não diria que não existe festival independente sem dinheiro público, mas com certeza, o mercado independente não é auto sustentável. Nunca foi. E com o passar do tempo as coisas tendem a mudar, e não necessariamente para melhor.
Com internet, Youtube, My Space e todas as facilidades tecnológicas (de celulares com câmeras a filmadoras profissionais a preço de banana) fica muito mais fácil divulgar o trabalho das bandas, seja este bom ou ruim. A segunda parte, e provavelmente a mais difícil, é divulgar esse trabalho e fazer a banda ser conhecida a ponto de sair do mundo virtual.
Numa matemática básica: bandas novas + novos festivais = ampliação de mercado
Certo? Não, errado.
A internet traz divulgação mas também traz o compartilhamento, a troca. E a maioria das pessoas _ admito, eu também _ preferem procurar na rede o novo Cd do Radiohead a comprá-lo nas Lojas Americanas. Imagina o que aconteceria com todas as bandas novas que gravam seus cds sem apoio de gravadoras ou produtoras? Você compraria?! Quase ninguém.
Pra essas bandas, o lucro advém dos cachês recebidos pelos shows. E ‘pagar-pra-tocar’, embora seja uma prática usual, não é nem de longe a ideal.

Um festival independente de todo e qualquer sistema beira a utopia. Se não é impossível, chega bem perto disso. Em sua maioria eles recebem sim, incentivo seja público ou privado. Se for privado, a empresa automaticamente tem sua marca adicionada ao nome do evento, dentre outras coisas. Se for público, a empresa organizadora se adequa da melhor forma possível aos editais e encaixa alguém da panelinha local pra “entrar no esquema”. E em ambos os casos, quem organiza se cerca de todos os meios possíveis pra ter o dinheiro investido de volta.
Fazer no peito e na raça, hoje em dia, não faz parte do dicionário de um jovem produtor de eventos. É difícil demais, complicado demais, caro demais. E é mesmo!

Montar um festival, com toda a estrutura necessário: mídia, infra-estrutura, organização, equipes de trabalho, bandas, cachê, alimentação, translado _ demanda muito dinheiro, organização e preparação. Dessa forma, alguém precisa investir pra que aconteça. E se alguém investe, espera retorno, seja direta ou indiretamente. E aí surge uma pergunta bem pertinente: você que está lendo até agora, pagaria para ver um festival repleto de bandas praticamente desconhecidas, sem nenhuma atração mais, digamos, conhecida?
Provavelmente não. O público desse festival seria pequeno, as bandas sejam boas ou não. Prejuízo para os organizadores e para os patrocinadores.

Não estou dizendo o que é ou não certo na realização de festivais independentes. Apenas que é difícil fazer algo de médio ou grande porte sem auxilio externo e mais ainda, sem haver nenhuma obrigatoriedade de retorno.

Quanto ao comentário de Thiago sobre “brodagem” entre organizadores e bandas, isso também é notório. Sempre tem alguém que chama os amigos pra tocar em todo evento, seja por amizade simples ou por algum ‘escambo’. Mas esse esquema de “eu-te-ajudo-você-me-ajuda” acontece até mesmo em escritório de contabilidade.
Vejo problema em dois momentos: o primeiro quando você favorecer as mesmas pessoas sempre, não importando a qualidade (leia-se sem ser boa ou ruim) ao invés de trazer novas e boas bandas no lugar daquela por simples panelinha. Produtor tem que ser imparcial, mesmo com amigos: se a banda for bem aceita, volta numa próxima edição. Caso contrário, está fora.
Segundo momento: não importa se a banda é ou não amiga, se tem ou não gravadora. Ela TEM que receber cachê quando for tocar fora de sua área (leia-se estado). Pagar cachê aos amigos e dar um abraço e um aperto de mão aos que não são, é ilegal e imoral. Esse papo que pra banda é a mídia espontânea (as pessoas vendo o trabalho, fazer show fora) que importa é papo. Nunca vi ninguém viver e pagar conta com mídia espontânea.

Terça-feira, Maio 20, 2008 Escrito por Camila | Música | , , | 5 Comentários

Ah, os japoneses…

Os japoneses me surpreendem cada vez mais. Quando não são as personagens de animes e hentais desfilando pela rua, é a necessidade de pornografia. Necessidade sim!
Quer a última que eu recebi na lista?!

Japonês é punido por acessar sites pornô 780 mil vezes no trabalho

Vírus no computador revelou hábitos estranhos de funcionário público
de 57 anos.
Da BBC

Um funcionário público foi rebaixado no Japão após uma investigação
ter revelado que ele acessou, no trabalho, sites pornográficos 780 mil
vezes no espaço de nove meses.
Seus hábitos foram descobertos depois que seu computador foi infectado
por um vírus.
O homem, de 57 anos, teve a identidade preservada. Ele trabalha para
um conselho municipal da cidade de Kinokawa, no sul do Japão.
O funcionário não perdeu o trabalho, mas foi rebaixado de cargo e terá
um corte em seu salário ao equivalente a R$ 315 por mês.
(do que adianta não ter a identidade revelada pra imprensa se toda a empresa sabe quem é?!)
A investigação revelou que, apesar de ir todos os dias ao escritório,
o funcionário não era muito produtivo.
(por que será??!!?)
Seu mania chegou ao extremo em julho do ano passado quando ele surfou
em sites pornográficos mais de 177 mil vezes.
Isso é o equivalente a quase 10 mil cliques por dia ou a mais de 20
por minuto.
(errr The Flash?!)

Uma autoridade do conselho municipal disse que ninguém havia percebido
a mania obsessiva do funcionário porque sua mesa fica separada da dos
demais.

entreparênteses: A cada dia que passa tenho mais e mais medo do Japão…

Quinta-feira, Maio 15, 2008 Escrito por Camila | A Vida como Ela é | | 2 Comentários

Qual música tocou quando você nasceu?

Você é daqueles que gostam de cultura inúltil a ponto de se tornar útil, um dia?
Se a reposta for SIM, clique no site.
Nele você pode saber qual música estava no top da Billboard em qualquer dia dos últimos 80 anos, mais ou menos. Data de nascimento, casamento, fim de namoro, primeiro emprego.. É só seguir os links e matar a curiosidade.

Em tempo: a minha é “Upside Down” com Diana Ross: A DIVA!!

Quarta-feira, Maio 14, 2008 Escrito por Camila | Cultura Inútil | | 1 Comentário

Baseado em fatos reais

Terça feira à noite. Nada pra fazer e você resolve ir à uma pizzaria, se entupir de queijo gorduroso e molho de tomate e aproveitar o que de melhor o pecado da gula pode te oferecer.
Pizzaria quase vazia, já que todo mundo gastou tudo com o bendito almoço do Dia das Mães, um garçom vendo a novela das 8, a garota da caixa mandando torpedo e uns três casais nas mesas.

Puxa cadeira daqui, ajeita a toalha de vaquinha ali e chega o garçom com a primeira iguaria do dia: strogonoff de frango. É, você não leu errado: era uma pizza de strogonoff. Dessas que dono de pizzaria a rodízio inventa só pra dizer que tem um sabor a mais que o concorrente. Depois da devida recusa, vêm as mais normais: alho, portuguesa e por aí vai.
O papo ia desde a criação de um puteiro nerd ao mundo das drogas com Pooh, passando por educação, música e festas fetichistas. Tudo indo normal, quando chega O CASAL.
Ela, com seus enta, de calça jeans número 36 pruma bunda 42, bota caramelo e blusa de oncinha ou algum outro bicho semelhante, loira daquelas que cega quando bate a luz e maquiada prum casamento. Ele, bancando o Tio Cinquentão, com camiseta dOs Incríveis, tênis verde e corrente de prata no pescoço. Impossível não notar, mas até aí era só um casal personagem.
O problema começou quando eles se sentaram na mesa de trás.

Já conheceu esses casais que inventam apelidinhos fofos entre si?! Eu já tive um monte de amigos assim, até já fiz isso. Mas daí a usar os apelidinhos em público é sacanagem!!!

Nada contra casais melosos, mas devia haver uma área específica nos restaurantes e bares (locais de maior incidência) pra esse tipo de coisa. Afinal de contas, ninguém é obrigado a ouvir uma infinidade de “neném”, “bizuizinho”, “cuticuti” a noite toda.
Segue um recorte do diálogo:

- Bizuizinha, cê qué um pouquinho de suquinho?
- Quero sim Thuthuquinho. Dá na boquinha da sua Totosinha, dá?
- Abre a boquinha pro seu Nenenzinho, abre.
(segue barulhinhos de avião)
- Não, aviãozinho não, bêbe. Tem que ser de trenzinho.
- Tudo que você quiser, docinho.
(barulho de trem)
(palminhas e risadas infantis)
- Eu te amo mais, fofinho.
- Não, eu é que te amo mais, lindinha
- Nananinanão! Eu é que te amo mais, reizinho.
- Não! Eu sim te amo mais, minha deusa

PÁRA TUDO!
Minha deusa é sacanagem demais! Lembrei do Nuno Leal Mais fazendo o Tony Carrado. Ele passava o tempo todo chamando a Vera Fisher de “minha deusa”, “minha flor” e esse tipo de coisa e deve ter ficado com ela, no final da novela (Mandala) só por ser chaaaaaato!!!
Depois de algumas gargalhadas e a conta devidamente paga, fomos pra casa. Ele, agradecendo a Deus não ter tido uma namorada assim e eu, cantarolando “como uma deusa”….

Quarta-feira, Maio 14, 2008 Escrito por Camila | A Vida como Ela é | | Não Há Comentários

Vivendo em Grande Estilo

A banda de hoje é Cascadura uma banda de rock soteropolitana, criada em 92.

De estética setentista, a banda misturava o som southern com letras em português nos cds #1 (1997) e Entre! (1999). Mas quando lançou seu terceiro cd “Vivendo em Grande Estilo” (2004), a banda passou a chamar a atenção pela mistura de Hard e Indie rock com melodias que remetiam ao rock nacional.
E a mudança resultou na indicação para o Prêmio Dynamite, na categoria Melhor Álbum e ao Prêmio da Revista Bizz, na categoria Melhor Capa.

Porém, a Cascadura ganhou maior visibilidade perante a crítica e ao público, com “Bogary”. O mais recente álbum da banda foi lançado em 2006 pela Revista OUTRACOISA , tendo release do cantor e compositor Nando Reis: “A qualidade desse disco está em todos os seus poros, em seus versos, em seus mínimos detalhes”.

O álbum foi indicado em várias premiações especializadas, como ao Troféu “Dia do Rock”, oferecido pela Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, “Prêmio Laboratório POP”, “Prêmio Toddy de Música Independente” e pelo site Scream Yell, no qual empatou em quinto lugar com “Carioca”, de Chico Buarque, em votação feita com mais de 90 jornalistas de todo o país.

Quem se interessou, clica nos links e aproveite o som.

Pra ter um aperitivo desse CD, clique e aproveite

Para ter um só pra você, compre aqui

Compartilhando:
Parte 01
Parte 02

Terça-feira, Maio 13, 2008 Escrito por Camila | Download, Música | , | Não Há Comentários

Gabeira na Rolling Stones

A próxima Rolling Stones já tem capa definida e divulgada: Gabeira!

RS com Gabeira
Deopois de anos de militância em prol da discriminalização da maconha e da legalização da prostituição, a liberalização do conteúdo na internet entre outros temas, Gabeira resolveu se candidatar à prefeitura do Rio, esse ano.

No dia 11 de março, Fernando Gabeira (PV-RJ) lançou, na Associação Brasileira de Imprensa, oficialmente sua candidatura para a prefeitura do Rio, após fazer uma coligação com o PSDB _ que poderá o deputado estadual Luiz Paulo Correa da Rocha (provavelmente) para vice-prefeito e com o PPS (que também quer o posto de vice-prefeito).
Por enquanto, todo mundo está com os olhos voltados para a campanha presidencial de 2010 e essa é mais uma oportunidade de unir diversos partidos, numa oportunidade de mesclar interesses. A parte boa, uma maior integração no município. A parte ruim é que em 2 anos vai estar todo mundo brigando por uma Secretaria/Ministério a mais, uma emenda aqui, um favorecimento lá e mais uma vez, as alianças somem.
Outro detalhe é a quantidade de possíveis presidenciáveis de 2010. Segundo a pesquisa feita pelo Instituto de Pesquisa CNT/Sensus, os presidenciáveis são:

José Serra (PSDB) 12,8%
Geraldo Alckmin (PSDB) 11,6%
Aécio Neves (PSDB) 9,8%
Ciro Gomes (PSB) 9,4%
Heloisa Helena (Psol) 6,1%
Fernando Henrique Cardoso (PSDB) 4,7%
Marta Suplicy (PT) 2,2%
Sérgio Cabral (PMDB) 2%
Tarso Genro (PT) 1,6%
Roberto Requião (PMDB) 1,5%
Cristovam Buarque (PDT) 1,4%
Jaques Wagner (PT) 1%.
Pedro Simon (PMDB) 0,8%
César Maia (Dem) 0,7%
Dilma Rousseff (PT) 0,7%
Fernando Pimentel (prefeito de BH - PT) 0,6%
Roberto Freire (PPS) 0,5%
Arlindo Chinaglia (PT) 0,3%
Patrus Ananias (PT) 0,3%
Nelson Jobim (Ministro) 0,2%
José Roberto Arruda (Dem) 0,1%
Mangabeira Unger (ministro sem pasta) 0,1%.

Brancos e Nulos 18%
Não quiseram responder 14,2%
Margem de erro: + - 3%

Mas isso é assunto pra outro post!

Sexta-Feira, Maio 9, 2008 Escrito por Camila | A Vida como Ela é | , , | 2 Comentários